Polícia desarticula organização criminosa na região

Grupo movimentou mais de R$ 3 milhões com o tráfico de drogas nos últimos meses.

Por Tcharlles Fernandes

A Polícia Civil de Araranguá deflagrou na manhã desta terça-feira, 12, a operação Armagedon onde uma organização criminosa que atuava no tráfico de drogas na região foi desarticulada. Durante a operação foram cumpridos 29 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca de apreensão em Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Criciúma, Sombrio, Santa Rosa do Sul, Garopaba e Sete Quedas (MS).

A Policia Civil apreendeu 14 carros, um deles blindado utilizado pelo chefe da organização, uma máquina de contar dinheiro, uma máquina de prensar drogas, nove armas, entre elas três rifles e duas pistolas. 26 pessoas, sendo quatro mulheres foram presas. Também foram encontrados porções de maconha de cocaína.

A operação contou com aproximadamente 130 policiais civis, apoio do Canil k9 da Polícia Civil de Chapecó e São Lourenço do Oeste, K9 da Polícia Militar de Criciúma e Braço do Norte, SAER e Polícia Civil - DEFRON do Estado de Mato Grosso do Sul.

Entenda como a organização trabalhava

As investigações iniciaram em 2017, através da Divisão de Investigação Criminal de Araranguá e foi se expandindo a medida que as informações foram chegando. Segundo o delegado coordenador da DIC, Lucas da Rosa, o núcleo principal de toda a organização estava localizado em Araranguá. “Eles adquiriam os entorpecentes em Mato Grosso do Sul e revendiam aqui na região. O foco principal do grupo era a comercialização de crack e cocaína”, informou o delegado.

O esquema era formado por uma família, e os entorpecentes eram transportados dentro das portas de carros de passeio. “A maneira como era feito o transporte era bem esquematizada, em uma simples vistoria não seria possível perceber algo irregular no veículo”, destacou Lucas. A droga era levada para um sítio da cidade onde era feita a distribuição.

O chefe do núcleo era Cristiano Rabelo, conhecido pelo apelido de “Sentado”, morto em janeiro deste ano. Ainda de acordo com as investigações, após a morte de Cristiano, sua esposa assumiu o controle do negócio. “Nos últimos meses o grupo movimentou mais de R$ 3 milhões com o tráfico em suas contas bancárias. Era uma organização extremamente perigosa e tinha envolvimento com algumas mortes que ocorreram no município”, destacou o delegado responsável pela operação.

Todos os presos serão encaminhados ainda nesta terça-feira para o presídio. Eles irão responder por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Alguns dos envolvidos serão indiciados por associação ao tráfico.

Fonte: Polícia Civil

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