
O maior fornecedor de cocaína de Criciúma e região foi preso nesta quinta-feira (25), em Vacaria, na região serrana do Rio Grande do Sul, após um trabalho de inteligência envolvendo policiais militares do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM) de Criciúma e a Polícia Civil (PC).
Foragido da Justiça desde 2019, Valdoni Bitencourt, conhecido como “Neném Boiadeiro”, é apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e investigado por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, Neném Boiadeiro era considerado o principal fornecedor de cocaína para Criciúma e região. Nos últimos meses, em Criciúma, sucessivas apreensões de grandes quantidades da droga atribuídas ao criminoso levaram as forças de segurança a aprofundarem as investigações, que culminaram na localização e captura do foragido.
De acordo com a polícia, o criminoso levava uma rotina de alto padrão. Em Vacaria, morava em uma residência de luxo no bairro Petrópolis e mantinha veículos de alto valor. Já em Santa Catarina, era proprietário de uma fazenda onde criava cavalos de raça avaliados em centenas de milhares de reais.
No momento da abordagem, os policiais flagraram o investigado tentando destruir provas. Conforme a apurado pela reportagem, ao ver os policiais, Neném jogou no vaso sanitário folhas com anotações relacionadas ao tráfico de drogas. Parte do material foi recuperada. Os registros indicam negociações envolvendo cargas superiores a 15 quilos de cocaína por operação. Além disso, uma porção da droga foi encontrada em sua posse.
Durante a ação, uma mulher que estava na residência tentou enganar os policiais apresentando um documento em nome de outra pessoa. A fraude foi descoberta no local e ela acabou presa em flagrante por uso de documento falso.
Simultaneamente ao cumprimento do mandado de prisão em Vacaria, equipes realizaram buscas na propriedade rural do investigado, em Santa Catarina. No local, foram apreendidas armas de fogo e outros bens de alto valor.
As apurações também revelaram que Valdoni mudava constantemente a aparência, alterando cabelo e barba para dificultar sua identificação e permanecer foragido. Segundo a polícia, ele estava escondido havia cerca de sete anos.