
O presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Neto Uggioni (PSDB), afirmou que a proposta de ampliação do número de cadeiras no Legislativo não será mais pautada durante a atual legislatura. A decisão ocorre após o tema ser debatido entre os parlamentares e não encontrar apoio suficiente para avançar.
Segundo Uggioni, a discussão foi apresentada por entender que estava respaldada pela Constituição Federal, que autoriza municípios com a população de Criciúma a terem até 21 vereadores. Para ele, o crescimento populacional da cidade justificava a abertura do debate sobre uma representação mais ampla das diferentes regiões e comunidades do município.
O presidente destacou, no entanto, que a decisão do plenário deve prevalecer. Conforme explicou, embora mantenha o entendimento de que o assunto era legítimo e importante para a cidade, cabe à presidência respeitar a manifestação da maioria dos vereadores.
“Continuo entendendo que essa era uma discussão importante e prevista na legislação. Porém, como presidente da Câmara, tenho o dever de respeitar a decisão soberana do plenário. Em uma democracia, apresentamos nossas convicções, debatemos com os colegas e, ao final, prevalece a vontade da maioria”, afirmou.
Com a proposta fora da pauta, o foco da Câmara passa a ser outras demandas consideradas prioritárias para o município. Entre elas, Uggioni cita o fortalecimento da atuação fiscalizadora do Legislativo, a análise de projetos voltados ao desenvolvimento de Criciúma e a aproximação entre a Câmara e a população.
A proposta de aumento do número de vereadores gerou amplo debate em Criciúma, dividindo opiniões entre parlamentares e a população. Com o posicionamento da presidência e a decisão da maioria da Câmara, o tema deixa de integrar a agenda do Legislativo municipal durante o restante do mandato.