“Já passou-se um mês e ainda não fizemos um contratozinho”: mensagens interceptadas pelo Gaeco revelam conversas entre vereador e diretor financeiro da Unesc em suposto acerto de pagamento de propina

Interações indicam tratativas para viabilizar repasse de valores por meio de contrato de "fachada", aponta Gaeco.

Por Redação
Aldinei Potelecki e Zanoni Elias

O portal Melhores Publicações teve acesso a conversas envolvendo o vereador Aldinei Potelecki (Republicanos) e o diretor financeiro da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), Zanoni Elias, na qual ambos tratam de um contrato que, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) seria de “fachada”. O objetivo do contrato, conforme a investigação, seria viabilizar o pagamento indevido de vantagens ao parlamentar em troca das articulações que Potelecki teria realizado para beneficiar a Unesc em relação ao Centro de Inovação de Criciúma (CRIO). 

No curso das investigações, em interceptação telemática realizada pelo Gaeco, Potelecki questiona Zanoni sobre como seria definida a forma de pagamento pelos serviços por ele prestados.

Potelecki questiona o diretor financeiro da Unesc sobre como será realizado o pagamento pelos serviços prestados.

Nos dias seguintes à mensagem, Potelecki e Zanoni não conseguiram alinhar suas agendas para tratar da solicitação feita pelo vereador.

Cerca de uma semana depois, Potelecki voltou a contatar o diretor financeiro da Unesc, questionando: “vc conseguiu avançar com a direção sobre o contrato?”. Em resposta, Zanoni informou que ainda estava realizando ajustes.

Passados aproximadamente 20 dias, demonstrando impaciência, o vereador retomou o contato com Zanoni, buscando esclarecimentos sobre a forma como receberia o pagamento.


Potelecki utiliza uma empresa registrada em nome da esposa para firmar contrato com a Unesc.

Em seguida, quatro dias depois, uma funcionária da Unesc entrou em contato com Potelecki para tratar da documentação necessária à elaboração do contrato.

 

Minuta do contrato.

Três dias depois da assinatura do contrato, Potelecki emitiu a primeira nota de prestação de serviços para a Unesc, no valor de R$ 6.000,00. A nota foi encaminhada para Cássia, que não figura como investigada.

Nota fiscal enviada por Potelecki à Unesc.

Procurados pela reportagem, os investigados não quiseram se manifestar. O espaço segue aberto. 

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