Primeira-dama de Forquilhinha denuncia perseguição e violência de gênero

Cléu Cavassini relata ameaças, perseguições e tumultos em repartições públicas.

Por Redação

A primeira-dama e secretária de Saúde de Forquilhinha, Cléu Cavassini, denunciou nesta quarta-feira (27) ser vítima de perseguição, intimidações e violência de gênero praticadas por um morador do município.

Segundo Cléu, os episódios tiveram início ainda em 2025, quando ela comandava a Secretaria de Assistência Social e Habitação, e passaram a ocorrer de forma recorrente, tanto presencialmente quanto por meio das redes sociais.

Em publicação divulgada nas redes sociais, a secretária afirmou que o homem passou a frequentar os locais onde ela trabalhava, promovendo constrangimentos, intimidações e discussões envolvendo seu nome. Conforme o relato, as situações também causaram desconforto entre servidores públicos e integrantes das equipes das secretarias.

Em diversos momentos, senti meu direito de ir e vir ameaçado, além de viver situações que colocaram em risco minha integridade física e emocional, declarou.

De acordo com Cléu, após assumir a Secretaria de Saúde, os ataques passaram a ser direcionados imediatamente à nova pasta.

Os ataques à antiga secretaria cessaram após minha saída do cargo, evidenciando que o alvo sempre fui eu, afirmou.

A secretária relatou ainda que, em algumas ocasiões, o homem esteve dentro da sede da Secretaria de Saúde causando tumultos, gravando servidores sem autorização e promovendo discussões. Diante da situação, a Polícia Militar precisou ser acionada para conter os transtornos.

Durante o pronunciamento, Cléu destacou que a violência contra a mulher vai além das agressões físicas e pode se manifestar também de forma psicológica, moral, institucional e por meio de perseguições. Ela também citou as garantias previstas na Lei Maria da Penha para mulheres vítimas de ameaças, constrangimentos e intimidações.

Não me calei. E não me calarei, declarou.

Cléu informou que o caso já está sendo acompanhado pela Justiça e agradeceu o apoio das forças de segurança e do Poder Judiciário diante da situação.

Violência contra a mulher não pode ser normalizada. Não se cale. Denuncie, finalizou.

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