Sem sossego; perturbação, brigas e desordem deixa moradores doentes em Criciúma

A situação é corriqueira.

Por Tcharlles Fernandes

Parece que viver em sociedade no século 21 é o mesmo que ser constantemente bombardeado pelo barulho. Como se não bastasse ser a cidade ruidosa por si só, a poluição sonora é potencializada por comportamentos inapropriados que as pessoas adotam no dia a dia. Para a fonoaudióloga Livia Pereira, o que falta a essas pessoas são educação e empatia.

É justamente isso que vem acontecendo na saída de duas boates localizadas na rua Araranguá, no Centro de Criciúma. Moradores que residem próximo ao local dizem não aguentar mais. 

Há anos isso acontece e ninguém faz nada. Eu desenvolvi um quadro de depressão por conta dessa situação. Estou doente, gastando com tratamentos, mas toda semana é a mesma coisa, contou a moradora Deise Alcântara. 

Na madrugada deste sábado (02), mais um registro aconteceu. Em imagens gravadas pela advogada Gisele Cecconi é possível ver inclusive um atropelamento. 

Gisele conta que mora no local há cerca de dois anos e sempre registra o “carnaval” que acontece na saída das baladas. 

A Polícia Militar (PM) passa com frequência pelo local, porém quando eles saem, tudo recomeça. Gritaria, brigas e muito, muito som alto vindo de carros, afirmou.

O tema já chegou a ser discutido no Legislativo municipal, em abril deste ano. Na época, uma lei foi criada com intenção de tentar diminuir a incidência das ocorrências, porém até o momento nada mudou.

Atualização em 03/06/2022, às 21h15min.

Por conta da nossa reportagem, passou a circular em diversos grupos de WhatsApp na noite deste domingo (03), um vídeo gravado no dia 17 de dezembro de 2021, onde um acidente de trânsito foi flagrado por uma moradora de um edifício localizado próximo às baladas. Com a divulgação do vídeo, fica ainda mais claro que o problema enfrentado pelos moradores é antigo.

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