
O vereador Neto Uggioni (PSDB) será o presidente da Câmara Municipal de Criciúma para o exercício de 2026.
Eleito com 2.052 votos em 2024, Uggioni, de 43 anos, foi o 10º vereador mais votado do município.
Nos últimos anos, o parlamentar esteve envolvido em uma série de episódios controversos. Em agosto de 2025, Uggioni foi gravado em conversa com um eleitor afirmando que estava “pouco se fu*****” para o distrito do Rio Maina, região que concentra parte significativa de sua base eleitoral. Na conversa que originou a fala, o vereador era questionado sobre possíveis melhorias para o distrito.
No mesmo diálogo, ao ser indagado sobre qual candidato apoiaria para deputado nas eleições deste ano, Uggioni afirmou que, para fechar um acordo político, exigiria uma contrapartida que incluía uma cargo comissionado de R$ 20 mil, a chefia de gabinete e mais R$ 500 mil em emendas parlamentares.
Além disso, no início de 2024, a Prefeitura Municipal de Criciúma (PMC) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar denúncias de que o vereador teria utilizado materiais da Fundação Municipal de Esportes (FME) para reformar sua residência no Balneário Rincão. À época que supostamente teriam ocorrido os supostos crimes, Uggioni ocupava o cargo de presidente da FME.

Durante o procedimento de investigação, servidores foram ouvidos e confirmaram a denúncia. Ao final das apurações, a Comissão Processual concluiu haver indícios da prática de crimes e encaminhou o caso ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O relatório também recomendou ao então prefeito, Clésio Salvaro, a exoneração de Neto Uggioni da presidência da Fundação.
Uggioni ainda foi acusado, em 2019, de praticar “rachadinha” — termo utilizado para definir a exigência de parte dos salários ou vantagens financeiras de assessores — enquanto exercia a função de gerente do Parque dos Imigrantes. Conforme as denúncias, ele solicitava metade dos valores pagos a servidores a título de horas extras, quantia que era repassada diretamente a ele.
Até o momento, não há nenhuma condenação criminal contra o vereador. Procurado pela reportagem, Neto Uggioni não se manifestou. O espaço permanece aberto.