
A nova manifestação de moradores e comerciantes do bairro Pinheirinho, realizada no fim da tarde desta terça-feira (5) em Criciúma, teve adesão visivelmente menor do que o primeiro protesto, realizado no fim de março. A expectativa alimentada pelos organizadores era de ampliar o movimento, mas o ato desta vez perdeu força. A presença de agentes políticos tentando aproveitar a manifestação enfraqueceu a mobilização espontânea de moradores e comerciantes.
Mesmo com número reduzido de pessoas, os manifestantes chegaram a fechar a Avenida Centenário em alguns momentos, nos dois sentidos, provocando lentidão no trânsito na principal via da cidade por volta das 19h. A mobilização ocorreu no mesmo ponto do protesto anterior, tendo como justificativa a cobrança de providências contra furtos, presença de usuários de drogas e problemas relacionados à população em situação de rua no bairro.
A diferença, no entanto, foi o tamanho da mobilização. No início de abril, o movimento reuniu centenas de pessoas e teve forte adesão espontânea de moradores e comerciantes. Nesta terça-feira, apesar da convocação prévia e movimentação muito maior nos veículos de comunicação, o público foi significativamente menor.
Nos bastidores, a avaliação é que a tentativa de transformar uma reivindicação legítima da comunidade em palanque político acabou enfraquecendo a mobilização. Entre os presentes vistos na organização estava o suplente de vereador Marlon Zappelini, do PL, que já vinha usando o tema nas redes sociais.
O resultado foi um protesto menor, ainda que com impacto no trânsito.