Grevistas da Afasc querem aumento salarial de 60% para voltar ao trabalho

Entidade afirma que proposta colocaria em risco a sustentabilidade do atendimento de quase 6 mil crianças em Criciúma.

Por Redação

A greve dos trabalhadores da educação infantil da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC), iniciada nesta terça-feira (12), acirrou o impasse entre a entidade e o sindicato da categoria em torno da reivindicação salarial apresentada pelos profissionais.

Segundo a AFASC, o sindicato pede uma equiparação salarial entre os trabalhadores contratados pela empresa, em regime CLT, e os professores da rede pública municipal aprovados em concurso público ou processo seletivo. Conforme cálculos da entidade, a medida representaria um aumento de cerca de 60% na folha salarial.

A empresa afirma que o índice é incompatível com a atual capacidade financeira da instituição e que não haveria margem no contrato vigente para absorver um reajuste desse porte sem comprometer o funcionamento das unidades de educação infantil.

Em nota, a AFASC destacou preocupação com a continuidade do atendimento prestado às famílias de Criciúma. Atualmente, a instituição é responsável pelo atendimento de aproximadamente 5.841 crianças no município.

A entidade também ressaltou o impacto social do serviço prestado pelas creches, principalmente para famílias que dependem das unidades para garantir alimentação, cuidados e rotina às crianças enquanto os pais trabalham.

A paralisação provocou reflexos imediatos na rotina dos moradores. Muitos pais foram surpreendidos ao chegar às creches na manhã desta terça-feira e encontrarem as unidades sem atendimento normal. Alguns relataram que precisaram faltar ao trabalho por não terem com quem deixar os filhos.

O movimento grevista segue sem previsão de encerramento, enquanto sindicato e AFASC tentam avançar nas negociações.

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