A Unimed Criciúma permanece sem se manifestar oficialmente sobre o episódio envolvendo seu presidente, Leandro Avany Nunes, ocorrido na terça-feira (17), em Criciúma.
Na ocasião, o dirigente foi contido pela Polícia Militar (PM) após invadir um prédio na região central da cidade. Depois da intervenção policial, Nunes foi encaminhado para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Próspera e, posteriormente, internado em uma clínica de acolhimento.
Por se tratar do presidente, o caso provocou forte repercussão na região e levantou dúvidas quanto à condução interna da instituição. Até o momento, não há confirmação sobre eventual afastamento temporário ou definitivo de Leandro da presidência, nem sobre quem responderá pela gestão em caso de mudança.
A reportagem entrou em contato com a Unimed Criciúma por três vezes, mas não obteve retorno oficial até o fechamento desta matéria.
Em paralelo, a clínica na qual o médico atende e da qual é proprietário informou, por meio de mensagem via WhatsApp, que a agenda do profissional está suspensa por tempo indeterminado.
Sob reserva, um enfermeiro que trabalha na Unimed Criciúma disse que o ambiente na instituição é de expectativa.
“O que a gente nota é uma verdadeira operação para abafar o caso. Ninguém quer comentar muito sobre o assunto. Todos sabiam que um dia, infelizmente, esse momento iria chegar. Chegou, mas ninguém estava preparado para lidar com isso. É um clima de incerteza. Falo no geral, entre cooperados, colaboradores e beneficiários. Esperamos que tudo se resolva o quanto antes”, disse.