Adolescentes apreendidos por cometerem crimes estão recebendo ingressos para ir ao cinema em Criciúma

Denúncia de deputado aponta concessão de benefício a menores em medida socioeducativa no Case do município.

Por Redação
Case Criciúma

Uma denúncia feita pelo deputado estadual Jessé Lopes (PL) gerou repercussão nas redes sociais ao apontar que adolescentes em conflito com a lei, que cumprem medidas no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Criciúma, estariam recebendo ingressos para ir ao cinema.

De acordo com o parlamentar, Organizações Não Governamentais (ONGs) estariam distribuindo “vale-cinema” a jovens que cometeram atos infracionais e se encontram em processo de ressocialização. A crítica foi publicada na página oficial do deputado, que questionou a iniciativa e comparou o benefício concedido aos internos com a realidade de famílias carentes que não têm condições financeiras de frequentar salas de cinema.

O sujeito vai lá, mata, trafica, rouba, estupra, mas não é criminoso, é um infrator. Enquanto você, hoje em dia, paga uma fortuna para ir no cinema com os filhos, os ‘bonitões’ ganham passeio na “faixa”. Quantas crianças e adolescentes carentes do bem não têm condições nenhuma de ir ao cinema? Aposto que milhares, afirmou Jessé Lopes.

A denúncia, conforme o parlamentar, ocorreu após uma publicação feita pelo diretor-geral do Departamento de Administração Socioeducativa (Dease) de Santa Catarina, Matheus Furtado. Em postagem nas redes sociais, o gestor divulgou a programação pedagógica dos menores em conflito com a lei para o mês de janeiro. Na imagem compartilhada, aparecem ingressos de cinema com validade até 31 de março.

Publicação realizada pelo diretor-geral do Dease

Nos vales exibidos na publicação consta a informação de “proibida a venda” e aparecem os logotipos da Satc e do Shopping Della como patrocinadores, o que levou à citação das instituições no caso.

Procurados, o Shopping Della e o cinema emitiram nota de esclarecimento negando qualquer participação ou conhecimento sobre a ação.

O Shopping Della e o cinema esclarecem que não têm conhecimento, não participam e não compactuam com a ação mencionada. Reforçamos que não realizamos esse tipo de iniciativa, diz a nota.

As entidades destacaram ainda que o cinema desenvolve projetos sociais próprios, de forma independente e sem vínculo governamental.

A Satc também se manifestou oficialmente, informando que não participou e não participa da distribuição dos ingressos citados. Conforme a instituição, o vale-cinema mencionado trata-se de um material antigo, utilizado no passado e distribuído exclusivamente a colaboradores e, em ações pontuais, a alunos.

A Satc não autoriza nem promove a utilização desse material por terceiros e não possui qualquer vínculo com a iniciativa em questão, afirma a nota.

Até o momento, o Dease não se pronunciou oficialmente sobre a origem dos ingressos ou sobre a ação mencionada pelo parlamentar.

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