Familiares e amigos criam página nas redes sociais pedindo por justiça para estudante morta durante ação da Polícia Civil em Criciúma

Thamily será sepultada nesta segunda-feira (24), em Lauro Müller.

Por Tcharlles Fernandes

Familiares e amigos da estudante Thamily Venâncio Ereno, de 23 anos, morta com um tiro na cabeça durante uma intervenção policial realizada pela Polícia Civil (PC) na tarde desta sexta-feira (21), em Criciúma, criaram um perfil nas redes sociais pedindo por justiça.

Criado nesse sábado (22) a partir do Instagram, o perfil conta a história da jovem, que se formaria ainda este ano em Odontologia pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Em poucas horas, a página contabiliza mais de 1.400 seguidores, milhares de curtidas e compartilhamentos.

Tomamos essa iniciativa movidos pela indignação diante da forma que nossa amiga foi morta. Os policiais estavam a paisana, em veículos descaracterizados. Não tinha como saber que eram policiais. Por que atiraram? Por que o tiro foi naquela altura, naquela direção? Eles tinha intenção de matar alguém? Não conseguimos entender. Quem não quer matar, dispara para baixo. No caso da Thamily, nessa hipotética legítima defesa, o único meio de capturar o procurado era matando ela? São duas vidas arruinadas, a da nossa amiga e do motorista de aplicativo que está preso injustamente, diz um familiar.

Uma manifestação, para trazer mais visibilidade ao caso, deve acontecer nos próximos dias em Criciúma. O ato, que ainda não tem data certa, será organizado após o sepultamento de Thamily, que ocorre nesta segunda-feira (24) no município de Lauro Müller.

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